sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Só pra manter minha promessa...

A foto do dia é do único moinho de Bremen. Lá dentro funciona um restaurante.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Friiiiiiiiio

Esse ano o inverno demorou de chegar aqui, mas quando chegou foi pra valer. Todos os dias os termômetros marcam abaixo dos -10 graus. É um frio que queima e faz doer a pele. Mas se você estiver bem aquecidinho, pode curtir um dia maravilhoso ao ar livre. O vento é uma delícia de respirar e faz acordar até o mais preguiçoso dos seres humanos. Além do mais você pode colocar sua cerveja pra gelar na varanda e pode patinar nos lagos congelados.




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Bürgerpark

Uma das coisas que faz de Findorff um bairro tão especial é o Bürgerpark. São 200 hectares de floresta dentro da cidade e é lindo demais. Esse parque sobrevive apenas de doações de pessoas apaixonadas por ele e de uma espécie de loteria e é um ponto de lazer muito frequentado não só pelos moradores de Findorff, mas também por moradores de toda região ao redor de Bremen. No inverno ele parece um cenário de conto de fadas.

Bürgerpark no verão

Bürgerpark no inverno

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O melhor lugar pra se morar

Minha amiga Shi uma vez me disse que o nome de meu bairro poderia ter saído das páginas de Harry Potter ou outro livro de fantasia. Eu nao só concordo como vou além: meu bairro Findorff é um lugar mágico. Aqui nesse lindo bairro duas estações do ano bem distintas, o inverno e o verão se encontram em uma esquina.

Rua do Inverno e Rua do Verao.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Kohlfahrt

Uma das tradições daqui da Alemanha que eu mais amo é a das Kohlfahrten. Kohlfahrt nada mais é do que ir com um grupo de amigos comer Kohl und Pinkel em um restaurante, mas ao invés de utilizar qualquer transporte, você vai com sua galera à pé tomando todas no caminho. Você leva sua própria bebida e em cada esquina que passa (literalmente) tem de parar, fazer um joguinho bem infame e quem perder bebe uma dose de alguma bebida bem ruinzinha. Quem ganha o jogo bebe também uma dose, mas a bebida pode ser mais agradável. Comer Grünkohl já é maravilhoso, colocou birita no meio aí eu me amarrei! Para fazer uma Kohlfahrt como manda a tradição, você precisa:

1. Antes de mais nada se certificar de que está no norte da Alemanha e de que é inverno. Essa tradição é praticamente desconhecida no sul.


  Estando no lugar certo e na estação do ano certa, você ainda vai precisar:

2.  de roupas bem quentinhas, afinal de contas coordenar um grupo enorme de gente bêbada andando por aí pode demorar horas e pra aguentar a caminhada sem congelar parte nenhuma do corpo e sem pegar uma pneumonia é necessário se aquecer bem
 3. de um carrinho desses, chamado Bollerwagen, cheio de bebidas dentro pra ir tomando no caminho e decorado com vários bagulhos diferentes,
 4. de um radio ou qualquer coisa pra fazer barulho e anunciar a cidade que vocês estão chegando,


 4. de sua galera bem animada, com muita sede e vontade de se divertir,


4. e de uma reserva de mesa em um resturante que vai esperar seu grupo com o Kohl und Pinkel quentinho na mesa!

Depois de tudo isso, é só iniciar a caminhada, se divertir muito com as brincadeiras bestas de cada esquina, cumprimentar as dezenas de outros grupos que vocês vão encontrar pelo caminho (muito grupo para e toma uma dose toda vez que encontra um outro grupo fazendo Kohlfahrt também), saborear a comida maravilhosa quando chegar no destino e passar o resto da noite dançando.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Kohl und Pinkel

A melhor coisa do inverno alemão é a possibilidade de comer Kohl und Pinkel. Essa deliciosa bomba calórica é especialidade aqui do norte da Alemanha e se restringe ao inverno porque os alemães dizem que ninguém aguentaria comer uma coisa pesada dessas no verão. Apesar de eu ter certeza absoluta que conseguiria sem problema algum comer Grünkohl, como o prato também é conhecido, em qualquer época do ano, tenho de sempre esperar o inverno pra poder saborear essa maravilha.


Esse prato, apesar de ser divino consiste em uma combinação simplérrima de coisas: batata cozida, carne de porco, salsicha, Pinkel - uma outra salsicha que ao invés de carne é cheia de sêmola - e aquela papa verde que vocês podem ver na foto, o Grünkohl. Grünkohl é uma espécie de repolho típico daqui do norte que é colhido depois da primeira geada. 

Pra beber, vai de preferência uma cerveja e a sobremesa tem de ser o Rote Grütze, que é uma espécie de geléia de frutas vermelhas. Fica maravilhoso com uma calda de baunilha.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

De volta ao centro de Bremen, deixa eu apresentar a catedral da cidade, a St. Petri Dom. Essa catedral foi erguida no século 13 em estilo gótico. Não dá pra andar no centro de Bremen sem notar essa contrução lindíssima. Existem catedrais mais bonitas aqui na Alemanha (como por exemplo a de Colônia), mas mesmo assim a Bremer Dom não fica pra trás em beleza.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mar Frísio



E já que fomos parar no mar do Norte, deixa eu contar pra vocês sobre um fenômeno que acontece entres as marés aqui no noroeste da Europa, o Wattmeer. Quando a maré está baixa, é possível andar kilômetros e mais kilômetros "mar adentro". Dizem as pessoas aqui que essa caminhada de pés descalços, faz maravilhas pros pés, pras articulações e para a coluna vertebral. Mas cuidado!! Se forem fazer essa caminhada, procurem um guia no local. A névoa densa, faz muita gente perder o senso de direção e a maré sobe de forma repentina. Com o auxílio de um guia é possível caminhar, mesmo com a maré alta, porque dá pra seguir um certo caminho de estreitas faixas de terra,  enquanto ao seu redor, o marzão se estende infinito. Fiz esse trajeto de carroça e fui ficando apavorada enquanto ao nosso redor a maré enchia rapidamente, mas mesmo assim outras carroças e pessoas caminhando iam e vinham. Dá um medinho...

Assim começa o trajeto.

Quando você menos espera está no meio do mar.



Queríamos chegar naquele pedaço de terra láaaaaaa adiante.


Mas bem rapidinho chega em um lugar mais seco outra vez.
Quando se vai à pé, só conhecendo a trilha muito bem. Tem lugares onde o chão é bem firme, outros nos quais os pés afundam um pouco na terra (esse aí é o que tem efeitos terapêuticos), outros no quais a pessoas pode afundar na terra até os quadris. E ainda tem lugares nos quais o chão é lisinho e outros nos quais se pisa em ostras e outras coisas que podem machucar os pés. Por isso tem gente que faz essa caminhada com aquelas botas de borracha.

Se acontecer de errar o caminho ou perder a orientação, só resta mesmo tentar nadar até um dos postos de salvamento. Lá dentro eles tem um sinalizador. Você dispara e fica esperando o resgate chegar e depois paga o mico de explicar o que estava fazendo no meio do Wattmeer sem guia... E como aqui é tudo bem organizadinho, nem se preocupe que mesmo em alto mar, o caminho é sinalizado. Essas fotos foram tiradas na ida quando a maré aí neste local ainda estava completamente baixa.

Estação onde os infelizes podem esperar o salvamento chegar
Pra ter certeza pra que lado nadar. No caso, pra direita, viu...Rettungsbake é o posto de salvamento.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tentando encontrar a rainha do mar

2 de Fevereiro é dia de Yemanjá. Em Salvador os pescadores do bairro do Rio Vermelho oferecem presentes à deusa do mar. Daqui de Bremen só é possível encontrar o mar depois de viajar 100 kilômetros rumo ao norte. Na cidade de Cuxhaven, que pertence ao estado da Baixa Saxônia que arrodeia Bremen.

O mar de Cuxhaven na Baixa Saxônia.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Au au au, io io io, miau miau miau miau, co corocó

O mês de fevereiro vai iniciar um projeto bem ambicioso neste blog. A tentativa de fazer atualizações diárias de fotos dessa cidade/estado que me acolheu tão bem. Bremen, você é linda demais!!!

A estátua dos Músicos de Bremen fica bem no centro da cidade.
Os Músicos de Bremen ou Os Saltimbancos, como eles são conhecidos em português, é um dos pontos mais visitados da cidade. Dizem que se você vier a Bremen e tocar nas patinhas ou no focinho do burro, sempre voltará aqui e sempre terá boa sorte. Segundo o conto de fadas, esses quatro animais fugiram da fazenda onde eram oprimidos, obrigados a trabalhar noite e dia sem parar e onde seriam sacrificados depois de fracos e velhos e foram à procura de uma vida melhor como músicos na cidade de Bremen. 

Esse conto de fadas faz parte da seleção de estórias compiladas pelos irmãos Grimm porém a tradição de um quarteto musical que tocava pela cidade de Bremen, existiu de verdade e data do século 14. Na estória, os quatro bichinhos escolheram fugir para Bremen porque esta cidade seria o paraíso para os forasteiros. Um lugar onde independentemente de onde viesse, o recém-chegado poderia se sentir em casa. Um belo e antigo exemplo da fama acolhedora que Bremem mantém até hoje. Embora na ficção eles tenham desistido de continuar a viagem e nem chegaram de fato à Bremen, sua estátua no centro da cidade prova o contrário.